terça-feira, 14 de dezembro de 2010


E no meio da dor, do desconsolo, da ânsia. Do desejo de ver o Luis em casa, de ver o Luis bem, como o Diogo já está felizmente. De ver todas as pessoas, que foram infelizmente terrivelmente afectadas com este problema, conseguir reconstruir a sua vida de novo. Infelizmente, há uma rapariga que já não o vai poder fazer, mas continuem vocês os três, por ela. No meio disto tudo, não me sinto egoísta, em pensar em ti, em nós. É que pouco tenho pensado, mas mesmo assim, tens sido o meu consolo. Mesmo, que não consiga senti-lo a 100%, e ficar feliz com ele, comparando-o com a grandiosidade de outros problemas que acontecem aos outros que nos rodeiam. Desculpa. Mesmo assim, acho que não te tenho falhado. Como tu, também não me tens falhado a mim, como nunca falhas. Obrigado por seres o que és. Obrigado por estares sempre aqui. Por seres quem és, por estares sempre do meu lado. És a presença essencial, na qual não consigo pensar agora que tudo está muito recente, na qual e sobre a qual, não consigo raciocinar, por ser tão susceptível à dor dos outros. Mas és a presença, que preciso aqui. A mão que quero ver sempre estendida sobre os meus braços, a mão que eu quero, o peito que eu preciso, o coração que eu amo. Amo-te.

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