domingo, 14 de fevereiro de 2010

First time .

Tu não estavas lá. Pelo menos era o que eu pensava. Antes de começar a chorar, avancei sobre o passeio largo, e vi que, lá estavas tu, (...) à minha espera. (...) Desliguei o telefone depois de me despedir da Ana, que me acompanhou numa chamada até chegar a ti, e sentei-me. Como estava um pouco longe de ti, e era aquilo que eu queria deixei-me de rodeios. Fui sentar-me a teu lado. (...) E eu não sabia, nem sei, se aquela era a minha primeira e última oportunidade. Penso que não, mas não tive certezas de nada. Simplesmente, fiquei admirada com o teu gesto de pores o braço por cima de mim, de forma a aquecer-me, protegendo-me carinhosamente, muito carinhosamente da noite fria. Quando o fizeste estremeci. Senti-me imensamente bem. Feliz. Protegida. Estava a teu lado a noite inteira se possível. Apenas me aproximei, com calma… Aproximava cada vez mais os meus lábios dos teus e ansiava que se tocassem… Demorou um pouco, mas quando aconteceu foi mágico. Um momento único. Os lábios perfeitos. Macios. (...) Não podia ser melhor. Não mesmo. Os gestos de carinho… O teu toque… As tuas mãos a percorrer suavemente o meu corpo… Os beijos no meu pescoço… Os teus lábios a tocarem os meus de forma suave e apaixonada… Um momento único. O momento. Anseio mais que nunca poder voltar a estar contigo e sentir o toque dos teus lábios. Anseio mais que nunca poder voltar a sentir-te. Anseio mais que nunca que isto dê em algo. Algo muito, muito especial. Ainda consigo sentir a intensidade com que me apertaste contra ti quando nos despedimos. Ainda sinto a tua respiração ofegante na despedida. Ainda sinto o meu coração a saltar-me do peito na intensidade daquele beijo…

Since, 30/04/09 .

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