A falsidade, é uma sombra. Assombra cada capitulo do livro da nossa vida, que abrimos para aqueles que ao virar da página, nos rasgavam a anterior sem que déssemos por isso. Criamos um diário. Fazemos da nossa vida um livro, com uma capa repleta de felicidade aparente, e sorrisos forçados. Mas quem nota? O importante é que os outros continuem a julgar o livro pela capa. Por dentro, ao virar de cada página, a mente deteriora-se. As fraquezas revelam-se interiormente, e apenas o amor cresce, mantém, não sei. A personagem principal continua a ser a mesma, e todos os infimos pormenores estão no livro. Passam ao lado os pontos de que apenas me apercebo mais tarde, aqueles que falham na mancha gráfica das minhas páginas. Desenho os seus nomes com todo o carinho, em especial, o dele. Mas ao passar da página, alguém volta atrás fingindo ler por meu próprio benefício. Só que não. Mais tarde quando relemos do inicio reparamos que à peças que não estão de acordo com o puzzle. Então, procuro o porquê, de a história não se enquadrar nos limites da possibilidade. Mais tarde acabamos por descobrir uma parte da nuvem negra que nos tem atormentado da mais subtil e "inocente" forma. De repente acordamos para os duras verdades, e tentamos acordar, aquele que amamos. Mas o problema permanece. Parte da dúvida acaba sempre por pairar no ar, na nuvem agora mais dispersa, mas não por isso com um número de moles de maldade inferior por cada grama. De repente, o nosso livro torna-se uma batalha campal, onde já não sabemos se o que escrevemos anteriormente é realmente verdade, ou fruto da desordem causada por outros. Parece-nos um livro de laboratório, em que preparamos soluções base, onde alguém deitou algo que a tornou demasiado ácida, demasiado corrosiva, com um pH demasiado descontrolado para que nós possamos fazê-la voltar atrás. Parece-nos uma guerra de invejas, interesses, onde não podemos provar a nossa inocência, E é assim o tribunal da vida, onde se criam falsos crimes, onde não há advogado possível que prove a nossa real inocência. Apenas nós sabemos o que vai no coração, e que a verdade nos sai espontâneamente, sendo a mentira na boca de outros a grande borracha que irá apagar grande parte das letras das partes bonitas que escrevemos nos bonitos capítulos do nosso (outrora) bonito livro. Como podem aqueles que me "ajudaram" ser o marcador escuro que apaga as minhas frases? Nunca poderão apagar a minha dor. Nunca poderão apagar o quanto juro que o amo. Mas também de que me serve isso?
P.S.: Derrubaram a mim, a ele. As únicas peças com que jogava. Agora acabou. O jogo é meu, e vocês estáo fora.


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