quarta-feira, 24 de março de 2010

Quase, quase.


Quase um ano. E depois? Um ano. E tenho sobrevivido.
Às vezes uma pessoa torna-se o nosso novo eu. Torna-se a porta da felicidade, que teima em permanecer fechada. Torna-se numa batalha diária pela vida, onde os pequenos momentos são sinónimo de frieza. Por mais que me sinta rendida, por mais que a dor persista, nada me move. A força teima em persistir, por mais que me peçam para desistir. Tenho a vida nas mãos de alguém, alguém que amo, juro. Por algum motivo, há meses atrás, algo não resultou. Mas e então? Nunca fui feita para desistir. Porque haveria de o fazer? Nem por muito que quisesse conseguiria. Mas para quê desistir da única coisa da qual me orgulho? Amo-te, pois amo. E não me preocupo minimamente. Apaixonada pela perfeição? Pelo inesquecível? Por aquela pessoa, que nunca pensámos olhar assim? Nunca? Nunca, é muito vago. O nunca mais não existe. Não existe. E vai deixar de existir, como quando te pego de novo na mão, quando ele bloqueia, mesmo que momentaneamente. Chegar ao teu coração? Ninguém consegue? Pois não. Isso nunca ninguém conseguiu. Eu consegui, e apenas preciso reinventar a forma antes utilizada para te ver crescer dentro de mim. Incompleta nunca. Sempre cheia, mesmo sem ti, cheia. Cheia, repleta, pah foda-se, EU AMO-TE PEDRO. Amo-te, amo-te há um ano, amo-te mais que tudo, mais que todos. Nunca vou esquecer-te, nunca vou desistir de ti nunca. Sem ti, nunca vou ser feliz, e não, não estou a exagerar, e já deves tê-lo constatado. Se estou a chorar? Claro que estou. Sempre conseguiste sentir nas minhas palavras, por mais longe que estivesses se eu estava a chorar ou não. Posso recordar os tantos “não chores, por favor”. Devolve-me só o que levas-te. Deixa-me a mim devolver-te tudo o que sempre te dei, e que não vou dar a mais ninguém. Sou uma pateta, mas e depois? Volta, a sério. És a minha droga. Da qual nenhuma clínica de reabilitação poderá salvar-me. Devolve-me os beijos, os olhos azuis, que são teus, mas que são meus também. Deixa-me sentir de novo o teu olhar doce dirigido a mim, e depois, volta a beijar-me com força, a abraçar-me como antes, a deitar a cabeça no meu peito, deixando que tu fosses meu, como antes fazias. Como fazíamos juntos. Por favor, peço-te, volta. Nada mais importa.

E não Pedro, eu nunca empreguei palavras em vão em relação a ti. Nunca duvides. AMO-TE. Para sempre.

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