Escrever. Escrever ao acaso, por prazer, por paixão. Escrever por hábito, necessidade, falta e carência de alguma coisa. Escrever porque dói, porque alivia, porque mostra e não mostra, sente e não sente. Escrever, escreve-se porque é melhor para nós. Escreve-se porque limpa a alma, limpa aquilo que talvez seja prejudicial. Escrever é reciclar a tristeza, quem sabe, aquilo que pode ser bom ou mau, que se sente ou não sente, em palvras bonitas, quando sentidas por quem as merece ler. Escrevendo, mostrando o que deve ser partilhado, com quem se quer mais. Talvez um amigo, talvez um parente, unido pelas palavras recicladas, de tantos pobres dicionários. Escrever é dar asas à imaginação, de quem escreve, de quem lê, e mesmo de quem ignora a escrita, como o Homem faz actualmente e com tanta coisa neste mundo. O Homem perde o seu H grande, ao desligar de tudo aquilo que sabe importar, só e apenas para não admitir a falta que as coisas fazem; fecha os sentimentos, fecha as palavras, as letras na memória, não lhes dando a merecida froma fisica, através de uma caneta, ou das teclas de um computador. Tanta tecnologia, e esquecem-se de escrever. Esquecem-se que escrever é tudo isto. Que escrever é uma saída. Escrever, com dignidade devida para com cada palavra [...]. Escrever é isto. E é assim. Importa é fazê-lo. Mesmo que de forma muito isolada. Mesmo que de forma muito pessoal. Quanto mais melhor. É só devolver o H grande ao Homem, se com coragem e frontalidade, o baralharmos nas letras, fazendo pensar se merece de novo ser chamado de Homem. Se merece de novo o seu H. É escrever que importa. Deixando lá as interrogações, no meio das entre-linhas. Escrever com sentido próprio, escrever sem nexo.

Sem comentários:
Enviar um comentário