sexta-feira, 5 de março de 2010

O costume.


Há momentos em que ficamos tão tristes, que mesmo que seja dia de festa, o sorriso não nos cabe na cara. A tristeza tem o tamanho de um planeta, de uma estrela, de astro, astronómicamente grande, que irradia não luz, mas dor. Irradia tanta desilusão, tanta dor, e as palavras são tantas ao mesmo tempo a querer sair ao mesmo tempo, que as teclas do computador começam a fumegar devido à velocidade a que estão a trabalhar, e já nem sei o que dizer quando estou perante uma caixa de texto em branco, que por mais cheia que esteja, não pode representar mais que uma pequena parte do que estou a sentir agora. Posso deixá-la repletas de palavras, das que me consomem agora, grotescas e arrebatadoras, e que não conseguem mais sair. Porque estou cansada desta face da vida que nunca me sorri.

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