sábado, 26 de junho de 2010

Gray.


E o pôr do sol ficou assim, sem cor. Perdeu-a numa batalha. Numa guerra do coração, contra algo que o impediu de amar. Ficou magoado, e sofreu, tempos e tempos a fio. Enalteceu a dor, comprimindo toda a cor que o rodeava, fraco, sem força para a devolver. Foi alvo talvez, da impregnante dor da dúvida, e mesmo assim, sem egoísmo, nunca mostrou sinais de egocêntrismo, e emana todo o seu brilho, sobre a cinza deixada por aquilo que o coração viu partir. Um brilho no vazio de cor, que a mágoa instalou.

No fundo, o pôr-do-sol sem cor, não faz sentido. No fundo, podes considerar-me o teu sol, que por mais que emita um (falso) brilho, não mais fez sentido sem ti.

2 comentários:

Vanessa disse...

uau! Adoro lindo mesmo patricia

vanessa pereirinha disse...

lindo! mesmo adoro +.+