Sobrepus um pé, sobre uma das tábuas de madeira que constituia aquela linha sem fim, rumo talvez, ao fim, quem sabe. Um pé diante do outro. Pensei seguir em direcção ao horizonte, em direcção ao sol. Ir, ir sem pensar. Mas não. Faltou-me coragem. Hesitei. Mais uma vez tive medo. Medo de encontrar dois caminhos, e não saber por qual ir. Medo de fazer a escolha errada. Medo que mais uma vez, um passo em falso me estrague a vida.
Escrevi isto há um mês. Hoje, não o teria dito melhor.

1 comentário:
escreves muito bem, parabéns. :D
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