Esconde-se no silêncio. Finge que não existe, que não está ali, e tenho de ser eu, a lembrá-lo que tem de acordar. Pensa que se ficar assim, que se puser o pé atrás, que se deixar a alma cara, se vai encontrar menos acessível à dor, dois passos acima do medo. Mas não. Não faria nada mal, ao falar, ao sentir. Ao deixar que os sentimentos, possam ser rebuçados, ou sabores partilhados. Não vai errar ao fazê-lo, porque quem ama, ama com as qualidades, mas ama pelos defeitos. Vai poder mostrar aquilo que o distingue, sem medo. Porque vou sempre aceitar a perfeição desumana, que sei que sempre esconde.
domingo, 14 de novembro de 2010
Esconde-se no silêncio. Finge que não existe, que não está ali, e tenho de ser eu, a lembrá-lo que tem de acordar. Pensa que se ficar assim, que se puser o pé atrás, que se deixar a alma cara, se vai encontrar menos acessível à dor, dois passos acima do medo. Mas não. Não faria nada mal, ao falar, ao sentir. Ao deixar que os sentimentos, possam ser rebuçados, ou sabores partilhados. Não vai errar ao fazê-lo, porque quem ama, ama com as qualidades, mas ama pelos defeitos. Vai poder mostrar aquilo que o distingue, sem medo. Porque vou sempre aceitar a perfeição desumana, que sei que sempre esconde.

Sem comentários:
Enviar um comentário