Tenho raiva daqueles dias, em que o amor não sai. Fica comprimido dentro do peito, e não consegue transpor-se para a terceira dimensão. Vive encurralado como eu, em qualquer coisa que não sei o quê. Qual coisa que seja lá o que for, não me permite gritar, partir as dobradiças da porta, livrar-me deste colete de forças, e escrever aquilo que preciso dizer. Escrever algo que os outros gostem, aquilo que os outros querem ler. Aquelas frases fantásticas que gostava de fazer mais vezes, que nos deixam a sorrir, ou a chorar, seja lá qual for o seu expoente. Mas depois, há estes dias, em que não sai nada além do vazio, porque o interior está demasiado cheio. Então, custa-me, custa-me saber que as palavras estão todas aí à solta, prontas para fazer a combinação perfeita, e eu não consigo escrever nada de jeito.quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Tenho raiva daqueles dias, em que o amor não sai. Fica comprimido dentro do peito, e não consegue transpor-se para a terceira dimensão. Vive encurralado como eu, em qualquer coisa que não sei o quê. Qual coisa que seja lá o que for, não me permite gritar, partir as dobradiças da porta, livrar-me deste colete de forças, e escrever aquilo que preciso dizer. Escrever algo que os outros gostem, aquilo que os outros querem ler. Aquelas frases fantásticas que gostava de fazer mais vezes, que nos deixam a sorrir, ou a chorar, seja lá qual for o seu expoente. Mas depois, há estes dias, em que não sai nada além do vazio, porque o interior está demasiado cheio. Então, custa-me, custa-me saber que as palavras estão todas aí à solta, prontas para fazer a combinação perfeita, e eu não consigo escrever nada de jeito.
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