domingo, 12 de junho de 2011

A cabeça recua e volta a recuar no tempo, como se fosse o contrariar do presente a solução para voltar a ter p mesmo de novo. Gerou-se o ponto de desequilíbrio usual, de quando o medo possui a maior parte do sangue que nos percorre as veias, numa distribuição planeada que em cima do receio nos faz agir à toa. O tempo não pára, e avança sempre um pouco em cima de nós, quer queiramos quer não. Passa em cima das coisas boas como das más, e como tudo, tem desvantagens e vantagens, dependendo da situação. Como quando nos medimos entendes? Quando tu vês que és super alto e eu minorca, e às vezes ser baixo não é o sonho de todos, como ser alto não é vantajoso em qualquer um. Então segue o problema. O tempo que passa, o medo que aumenta, a afeição que tolda o hábito, ou o hábito a afeição, não sei. A verdade, é que tenho saudades outra vez, e entre saudades e medo, medo ou saudades outra vez e outra, não sei mais que pense além do considerado normal, evidentemente elementar.
O ponteiro das horas sobre a última vez, avançou pouco mais de 24 voltas no sentido normal do fuso horário, o que se assemelha a uma eternidade. Terão os pseudo-amores em crescimento o alargamento de cada segundo de receio, como sua mais expressa contra-indicação?

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