Há sempre alturas em que as coisas parecem mais duras que noutras. Como se fechar os olhos fosse acordar para todos os medos, e como se acordar de verdade, fosse ver que o pesadelo se limitou a continuar na realidade. Ficamos assim, sem jeito, sem vontade, sem medo. Deitamo-nos com a alegria por terra, caminhamos para a frente e deixamo-nos para trás. Podemos até querer ignorar o quanto até um pouco custa. Mas assim, é que nos deparamos sempre mais com a verdade. Custa ainda mais, por ver os pequenos grandes pormenores. As partes bonitas que estão pouco pouco atrás, quase ao alcance de dois passos para trás. Porque afinal de contas, não é a dificuldade dos momentos que ao resto retira mínima beleza.
Continuo a espera.
Continuo a espera.

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