domingo, 12 de setembro de 2010

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O vento magoava-lhes o rosto com tamanha força com que passava pelas suas faces rosadas.
- Dá-me a mão.
E ela deu. A sua pele quente, produzia um suor frio que a atingia ao longo de toda a espinha. Mas a alma estava quente. Ele aquecera-a, com a mão apenas. Porque naquela mão, estava toda a dedicação, de dias, de semanas, meses de passos circunscritos, compassados, na mesma direcção, que não pensavam mudar. Por pior que fosse essa escolha. Desistir, nunca fora opção.
Juntos, a chuva, o vento, o frio, não os podia derrubar. Juntos, eram invencíveis. Juntos, criaram um laço. Um laço que supera, qualquer laço de sangue.

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