sexta-feira, 1 de julho de 2011

Carta para a pessoa da qual tens mais saudades.

Olá pequenote. Adoro esta nova vertente de escrita que encontrei para te dizer o que penso. Chega a ser quase fascinante olhar para um lugar em branco, à espera de me ouvir só a mim, onde vou poder dizer o que quiser, mostrar tudo o que penso, sem que me interrompas com inseguranças ou perguntas, mas isso é um caso à parte. Olá meu amor. Como estás hoje? Tenho reparado e estás mais bonito. Se não fosse por te ver antes de ontem inventava um pretexto do género "estás crescido" para introduzir outro tipo de conversa mais cordeal, mas assim vou limitar-me ao tão fantástico "estás cada vez mais bonito". É verdade que acho. Talvez sejam só os olhos a assumir mais uma vez a miopia, e a porcaria das lentes que ando há imenso tempo para graduar a gritarem para que pense em levá-las ao médico, rapidamente. Devem estar fartas da minha falta de vista irritante, que nem sequer anda tratada como deve ser, porque nunca tive paciência para ser dependente de nada, muito menos de óculos graduados.
Anyway. Se calhar, é só o meu coração. O coração humano, às vezes vê mal nas condições necessárias. Acho que se tapa com medo de ser agarrado. Nesta altura, estará debaixo de uns lençóis fresquinhos, a desejar outro dia de verão amanhã, e a cegar o juízo à cabeça metida no escuro, para que não o leve a gostar de algo mais uma vez. Em certa parte faz bem. Tambem eu, devia ter um manto para me cobrir contra ti. Sim o calor pede um lençol fresquinho, mas seja o que for que não venha com um poster teu.
O problema, é que pensar em ti, me tem acontecido muito. Sabes, estou farta que te oponhas a tudo. Que sejas orgulhoso, que discutas comigo. Queria que fosses diferente aí, e pior, consigo aceitar que sejas como és, sem que isso me provoque minima raiva. Não. Não te critíco. Lamento que seja assim por nós, mas acontece que dois não fazem o que um não quer. Tenho puxado todos os cordéis para cima, mas compreende, que o amor não é uma marioneta. Muito menos uma que possa ser suportada só de um lado, e chegou uma altura, em que achei mesmo que iamos cair fora do palco, fora de nós dois, para sempre. E mesmo assim, tenho saudades tuas. Daqueles momentos verdadeiramente bons, em que não te deixavas levar pela tua incerteza irritante. Eu guardo a minha para mim, e não dás valor a isso, porque desconheces os requisitos máximos, que tem ser a rapariga da relação. Por mim,era eu quem vestiria as calças. Podia fazer tudo por nós, desde que entrasses com o mínimo da tua quota parte. Não és um príncipe encantado, nem queria que tu fosses. Afinal de contas, tu irritante incondicionalmente tu, ao cimo da rua, dentro do bar, do outro lado computador, ou no tecto da minha casa, és sempre o parvo que me tapa incrivelmente o coração com um cobertor. Ele está abafado, ou mudas para um lençol, ou está tudo lixado. Estás a criar buracos nas ligações, e não penso por mim. O coração faz isso, e sabes que nem bebo, porque detesto perder o controlo de mim própria. Aliás, nem isso deves saber. Porque não me conheces. Porque não te abres, porque não sabes abrir os outros. Lamento que assim seja, tão pouco normal de novo. Que não abras as coisas boas, e que eu não tas mande á cara, porque uma ves pelo menos, vai ser a tua atitude a ter que te ajudar. Agora quero resolver as coisas. És melhor do que mostras, eu vejo isso além do que consegues ver nas voltas que dás. Deixa que seja eu a tomar conta de ti, porque preciso de ti agora.
Não consigo dizer nada de mais. Estou afrontada, sufocada, tenho muitas saudades. Tenho pensado em todas as vezes em que estivemos juntos, e parecem sempre mais bonitas que antes. Parece que andámos aqui a fazer tudo, e paraste para fazer nada. Então agarra em nada e trás tudo, porque a saudade bloqueou-me, o sono está a segurar-me, não te quero perder, e não sei mais que te dizer; espero que estejas bem. Saudades, nem vou falar. Sentimentos muito grandes não me cabem na falta de jeito, que o sono tomou agora.

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