E depois cometemos erros dos quais nem nos apercebemos. Palavras, desvios, a atitude incorrecta no momento mais errado. Porque sempre que estamos no meio daquilo que gostamos, acaba por haver uma má interpretação que não se adequa. Isto é verificável, em muitos dos romances velhos que vêm de tempos de gente que sabia o que dizia, mas melhor, o que sentia - embora sinceramente, eu e tu não fôssemos os perfeitos Romeu e Julieta, que Shakespeare desejaria para os papéis principais. E então, continuamos a dar as nossas pequenas pinceladas. A fingir que sabemos fazer isto, porque sem experimentarmos não conseguiríamos, mas um dia também o saberemos fazer. E no entanto, pelo meio, todos falhamos. Até que reparamos, que às vezes o fazemos mais do que o normal. E são pequenos detalhes da tela, que ainda agora começámos a pintar. Mas também não faz mal. A forma mais certa de nos redimirmos, funciona como tinta de óleo, que nos deixa sempre de novo pintar por cima.

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